quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nova teoria promete revolucionar as técnicas para emagrecer

Sentindo suas roupas mais justas após festas de fim de ano? Embora seja fácil culpar sua falta de força de vontade e o sedentarismo, um especialista em obesidade dos EUA, afirma que o ganho de peso não pode ser culpado por tudo. 
Em seu novo livro, Robert Lusting, professor de clínica pediátrica da Universidade da Califórnia, traz uma nova teoria científica. Para ele, segundo o jornal Daily Mail, o impulso de comer demais e a vontade de ficar sem fazer nada não é um sinal de fraqueza e sim um problema hormonal, desencadeado pelo excesso de consumo de açúcar.
De acordo com Robert, o hormônio leptina funciona como um termostato de apetite. Enquanto ele age diminuindo a fome a grelina é o hormônio que aumenta o apetite. Quando a pessoa comeu o suficiente suas células de gordura liberam leptina, que informa ao cérebro que já é hora de parar de comer. E segundo Robert, é justamente este o processo afetado pelo doce.
Truques do açúcar no cérebro
Por muitos anos, os cientistas acreditavam que a obesidade pode ser causada por uma falta de leptina, sem os níveis adequados do hormônio as pessoas com excesso de peso simplesmente nunca recebiam a mensagem de que já estavam cheios. No entanto, estudos mais recentes mostraram que pessoas obesas têm leptina em abundância (aliás, quanto mais gordo, mais você parece possuir), mas parecem ser mais propensas a ter resistência a esse hormônio.  
Isso significa que as células no cérebro que deveriam registrar a leptina não conseguem ler os sinais de que o corpo está satisfeito, assumindo que a pessoa está com fome não importa o quanto já tenha comido. Com isso, o cérebro orienta o organismo a armazenar mais energia aumentando o desejo por alimentos gordurosos e ricos em açúcar. O cansaço e falta de vontade de se levantar do sofá para qualquer coisa também são formas de armazenamento.
O desejo por comida se torna ainda mais irresistível porque a leptina deveria amortecer a sensação de prazer e satisfação que você sente a partir da alimentação, suprimindo a liberação de dopamina. Uma vez que a leptina não faz seu trabalho os alimentos não deixarão de parecer deliciosos independentemente do consumo. “Por isso, muitas pessoas acima do peso acham tão difícil parar de comer e as dietas falham”, diz Robert.
O hormônio da fome
Cientistas vem lutando para descobrir o que causa a resistência à leptina. E, de acordo com as pesquisas de Robert, o excesso de açúcar na dieta é o culpado. Segundo ele, para limpar o açúcar do sangue e armazenar gordura o corpo produz picos hormonais, que quando ocorrem com muita frequência podem levar a uma resistência à insulina. Robert acredita que essa condição pode levar em seguida à resistência à leptina. Segundo ele, a redução dos níveis de insulina é possível melhorar a capacidade do cérebro de ler insulina, brecando os impulsos por consumo excessivo de alimentos ajudando na perda de peso.
Em seu novo livro Robert defende que a resistência à leptina e açúcar são as raízes da epidemia de obesidade. Ele acredita que 1,5 bilhão de pessoas com excesso de peso ou obesas sofrem desta condição no mundo, e está convencido de que o problema pode ser resolvido através de direcionamento de insulina.
Durante suas pesquisas muitos pacientes tomaram medicamentos de redução de insulina, porém os resultados alcançados foram semelhantes aos alcançados pelas pessoas que fizeram algumas pequenas mudanças de estilo de vida, como uma notável diminuição do consumo de açúcar.  
Por que um chocolate nunca é suficiente
Os doces e alimentos processados, muitos disfarçados sob etiquetas que apontam para baixo teor calórico, possuem qualidades viciantes, especialmente àqueles com resistência à leptina. “Quando comemos a dopamina é liberada criando uma sensação de prazer”, explica Robert. Em seguida, a leptina passa a ser liberada para suprimir a dopamina, fazendo com que o alimento se torne menos gosto para que paremos de comer.
No entanto, esse processo pode apresentar falhas. Depois de um longo período de consumo as células do cérebro passam a ser mais tolerantes a dopamina, fazendo com que você precise de uma quantidade cada vez maior de comida para conseguir o mesmo nível de prazer e satisfação.
Uma grande mentira
A sabedoria tradicional culpa o consumo de gordura pelo aumento de casos de obesidade. Porém, segundo Robert a realidade é um pouco diferente. “Obesidade é um problema hormonal e modificável”, defende. Para contornar o excesso de peso ele recomenda medidas simples. Confira:
Coma apenas uma sobremesa por semana
Ao cozinhar, reduza o açúcar usando apenas um terço da quantidade que está acostumada. Já a sobremesa deve ser um momento de prazer que você tem uma vez por semana.
Fibra leva à perda de peso
A fibra é uma arma contra o excesso de peso. Isso porque o sistema digestivo precisa trabalhar para retirá-la do alimento, evitando picos de glicose. Isso faz com que menos insulina seja liberada diminuindo o armazenamento de energia na forma de gordura. A digestão também se torna um processo mais lento que dá ao corpo mais tempo para registrar que você está cheio.
Faça exercícios de 15 minutos por dia
A atividade física sozinha não gera uma perda de peso significativa, ao menos que haja uma mudança na alimentação. Porém, segundo Robert, 15 minutos de exercício por dia já é suficiente para melhorar a sensibilidade à insulina e transformar massa gorda em magra. A diferença na balança pode não ser tão significativa, mas sua saúde agradece.
Coma como sua avó
Cuidado com alimentos industrializados. "Não coma nada que sua avó não reconheceria. Se o alimento tem um logotipo da empresa que você ouviu falar, ele é processado", defende Robert.
Não coma em pé
"Comer em pé significa que você vai estar comendo rápido, sem tempo para que os sinais de saciedade sejam codificados", diz Robert. Tente incluir algum tipo de proteína a cada refeição para retardar o processo digestivo e diminuir o risco de picos de insulina. Evite também alimentos que contenham apenas gordura, carboidrato e açúcar.

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